Explore 11 construções que fazem parte do Conjunto Arquitetônico da Praça Rui Barbosa

Explore 11 construções que fazem parte do Conjunto Arquitetônico da Praça Rui Barbosa

A Rua Sapucaí, onde fica o casarão que abrigará a CASACOR Minas deste ano, está posicionada em frente à Praça Rui Barbosa, conhecida por grande parte da população como Praça da Estação. O local está entre pontos turísticos mais visitados de Belo Horizonte. Além carregar grande parte da história da cidade, a Praça serve de palco para importantes manifestações populares e abriga com frequência shows e eventos que trazem entretenimento para os cidadãos.

Como espaços urbanos são extremamente dinâmicos, a região passou por diversas transformações e ressignificações ao longo dos anos. Existem três momentos bem marcantes na história da região, o primeiro, no início da construção de Belo Horizonte; o segundo, quando a área entrou em decadência; e o terceiro e mais recente, passa por ocupação de diversos espaços antes esquecidos e tem trazido diversas atrações para a região.

Por isso, resolvemos listar onze construções simbólicas que podem ser encontradas nas proximidades de onde está localizada a mostra deste ano. Confira:

1) Museu de Artes e Ofícios (MAO)

Foto: Beto Staino

O prédio que hoje abriga o Museu de Artes e Ofícios é sem dúvidas uma das edificações mais imponentes do conjunto arquitetônico da praça da Estação. Inaugurado em 1922 e projetado por Luiz de Olivieri com tendências art nouveau, o imóvel serviu durante anos como porta de entrada para receber milhares de passageiros, de diferentes classes sociais, que vinham para Belo Horizonte.

No final de 2005, o espaço foi aberto para a visitação do público como um espaço de cultura para visitantes interessados na história das relações sociais de trabalho no Brasil. Com aproximadamente 9.000de área, é considerado um dos museus mais bem estruturados do país.

Foto: Beto Staino

Curiosidade: O relógio público existente na fachada do prédio é o primeiro da cidade.

2) Monumento à Terra

Foto: Beto Staino

O Monumento à Terra Mineira de autoria do artista italiano Giulio Starace foi erguido em 1930 na esplanada na Praça Rui Barbosa como forma de homenagear o heroísmo de mártires mineiros que lutaram na época da inconfidência mineira.

A obra conta com uma estátua de bronze, que representa a imagem de um homem nu com o braço estirado, sustentando o mastro de uma bandeira. Na sua base, concebida em granito, encontram-se quatro placas que fazem menção escrita aos homenageados: Tiradentes, Bruzza Spinosa, Felipe dos Santos e Fernão Paes Leme.

Abaixo de uma das placas encontra-se a inscrição em latim “Montani Semper Liberti” (a montanha sempre está livre).

 

Curiosidade: na concepção original da obra, o artista não havia criado a bandeira. Ela precisou ser confeccionada de última hora para não chocar a sociedade mineira da época, extremamente conservadora. Giulio Starace fez com que a bandeira cobrisse as partes íntimas no homem, para que a estátua pudesse ser utilizada em espaço público.

3) Serraria Souza Pinto

Foto: Beto Staino

Fácil acesso e amplo espaço são alguns dos motivos que fazem a Serraria Souza Pinto, construída em 1912, ser um dos principais pontos de realização de shows e eventos na capital mineira. Quando foi erguida, a cidade passava por um processo efervescente de construções. Graças à sua localização, ela funcionou durante um bom tempo como depósito de materiais de construção. O espaço foi tombado em 1981.

Curiosidade: Foi um dos primeiros edifícios da cidade a utilizar estruturas de ferro em sua construção.

4) Viaduto Santa Tereza

Foto: Beto Staino

O Viaduto Santa Tereza é um dos pontos mais importantes de Belo Horizonte, seus arcos são um símbolo da capital mineira. Erguido em 1929 sob responsabilidade do engenheiro Emilío Henrique Baumgart, foi construído com a finalidade de interligar os bairros Santa Tereza e Floresta ao centro da cidade.

Com 390m de extensão, 13m de largura e 14m de altura, o viaduto foi tombado como Patrimônio Cultural nos anos 90.

Foto: Beto Staino

Além de servir como passagem de pedestres e automóveis, a parte inferior do viaduto é famosa por abrigar diversos eventos culturais da cidade, como por exemplo o Duelo de MCs.  

5) Viaduto Floresta

Foto: mapio.net

Um dos bairros mais tradicionais da cidade, o Floresta, precisava ter um acesso mais simplificado ao centro da cidade, e foi assim que em 1937 foi construído sobre as linhas de ferro da Rede Mineira de Viação, o viaduto da Floresta. O fato de ter sido construído em cima de onde ocorriam os cruzamentos de bondes e vagões, contribuiu para acabar com um problema recorrente na época: acidentes nos trilhos.

Curiosidade: a área localizada nas proximidades do viaduto é uma das mais antigas do bairro Floresta.

6) Casa do Conde

Localizado ao lado da praça da Praça da Estação, junto à linha férrea, o imóvel foi construído em 1986 com o objetivo de servir como residência para o Conde de Santa Marinha, um dos responsáveis pela construção da cidade de Belo Horizonte. Com o passar do tempo, o icônico morador faleceu e após o acontecimento a edificação serviu ao longo dos anos como colégio, Superintendência Regional da cidade, museu ferroviário, sede da FUNARTE, entre outros.

Atualmente, assim como o casarão que abrigará a mostra CASACOR Minas deste ano, o espaço é administrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).  

Curiosidade: A Casa do Conde abrigou a CASACOR Minas no ano 2000 e foi a edição responsável pelo maior público da mostra de todas as edições.

7) Centro Cultural UFMG

Foto: Centro Cultural UFMG

O edifício Alcindo da Silva Vieira, conhecido nos dias de hoje como Centro Cultural UFMG, foi erguido em 1906, quando a cidade iniciava o seu processo de urbanização. O seu objetivo principal era servir como um hotel, porém, antes mesmo da finalização das obras, o dono vendeu o imóvel para o governo do estado de Minas Gerais, que o transformou em um Quartel de Brigada Policial. Em 1926, ele passou a fazer parte do patrimônio da Universidade Federal de Minas Gerais, na época, recém-fundada. Entretanto, foi apenas em 1989 que ele passou a ser utilizado como Centro Cultural, servindo como um importante espaço para realização de projetos artísticos, convivência, pesquisa, entre outros.

Quando foi erguido, as construções não utilizavam cimento em grande quantidade, e não se podia contar com energia elétrica. Duas consequências responsáveis por características arquitetônicas importantes do imóvel: pé direito alto com portas e janelas em grandes proporções, para que os ambientes pudessem ser bem iluminados pela luz do dia. Assim como o uso majoritário de madeira.

8) Edíficio Chagas Dória

Foto: Beto Staino

Localizado na esquina entre a Rua Sapucaí com a Avenida Assis Chateaubriand, este prédio (assim como o casarão que vai abrigar a mostra CASACOR Minas deste ano) também já serviu como sede da Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA).

Com inspiração no estilo Art-Decó, o edifício foi construído em 1934 sob a responsabilidade do arquiteto Alfredo Carneiro Santiago.Em 1996 foi tombado pelo Patrimônio Cultural de Belo Horizonte.

O prédio foi um dos primeiros imóveis altos construídos na região, o que fazia com que ele se destacasse na paisagem. Apesar de estar pouco preservado, é uma construção bastante imponente.

Curiosidade: O nome do edifício é em homenagem ao Sr. Chagas Dória, fundador da Caixa de Socorros dos Empregados da Estrada de Ferro Oeste de Minas.

9) CentoeQuatro

Foto: Du Tropia

O espaço onde hoje é um centro cultural que abriga em suas dependências café, cinema e galeria, começou a ser construído no início do século XX, em 1906, e foi inaugurado em 1908. Infelizmente, com o passar dos anos, o imóvel recebeu tantas finalidades de uso distintas, que as suas características arquitetônicas originais foram se perdendo.

Curiosidade: Na década de 30 o imóvel foi ocupado por uma fábrica têxtil, conhecida como 104 Tecidos, que serviu de inspiração para o nome que o espaço recebe atualmente.

10) Itatiaia

Foto: Beto Staino

Ele já abrigou um dos principais hotéis de luxo de Belo Horizonte entre os anos 50 e 80. Hoje, o majestoso edifício de 66 anos, encanta mais pelo seu charme arquitetônico e histórias, funcionando com apartamentos residenciais e algumas salas comerciais nos primeiros andares, do que pelo glamour da época da sua construção.
Erguido em 1951 sua arquitetura em estilo clássico moderno, foi assinada pelos arquitetos Rafaello Berti e Shakespeare Gomes. O imóvel foi tombado pelo patrimônio municipal em 2004.

Curiosidade: O prédio foi construído em forma de “U”, com corredores internos similares a extensas sacadas abertas, uma espécie de varanda comunitária

11) Amazonas Palace Hotel

Foto: Expedia

Inaugurado em 1952, o hotel Amazonas Palace Hotel encontra-se em funcionamento até hoje. Em seus primeiros anos, era frequentado pela elite da cidade, que se reunia no bar “Tejuco” para ouvir piano, bossa-nova e jazz. Figurões como o ex-presidente Juscelino Kubitschek e o ator Marco Nanini, eram frequentadores assíduos do espaço. O projeto do prédio é dos arquitetos Mazoni e Magalhães. Em 2003 o imóvel de estilo arquitetônico protomoderno foi tombado pelo patrimônio histórico da cidade.

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